Ray Charles

Ray Charles
Ray Charles foi um pianista pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50, além de um inovador interpréte de R&B. Seu nome de nascimento era Raymond Charles Robinson, mas ele encurtou-o quando entrou na indústria do entretenimento para evitar confusão com o famoso boxeador Sugar Ra Robinso. Considerado um dos maiores gênios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B.
Cego aos sete anos de idade em razão de um glaucoma e órfão na adolescência, Ray Charles iniciou sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40.
A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R & B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como "I got woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about you", "What I'd say", "Hit The Road Jack", "Little girl of mine", entre outros, reunindo elementos de R & B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.
A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum gênero musical negro específico: flertou com o jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain my heart", "Ruby", "Cry me a river", "Georgia on my mind" e baladas country tais como "Sweet memories", e seu maior sucesso comercial, "I can't stop loving you", de 1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse.
Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.
Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze crianças com sete diferentes mulheres. Sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos são de seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977).


Ray – O Filme

Título original: Ray
Realização: Taylor Hackford
Intérpretes: Jaime Foxx, Kerry Washington, Regina King, Clifton Powell, Harry J. Lennis, Bokeem Woodbine, Aunjanue Ellis, Sharon Warren, C.J. Sanders, Curtis Armstrong
EUA, 2004
O filme Ray, interpretado por Jamie Foxx (vencedor do Oscar, pelo papel) conta a vida do músico, partindo do momento em que deixa sua casa em direção a Seattle, para tentar a carreira profissional, até o sucesso e o vício da heroína e sua luta para se livrar dela, intercalando inumeros flash-backs, onde o protagonista relembra os conselhos de sua mãe e momentos de sua infância, quando perdeu seu irmão (que morreu afogado) e quando ficou cego.
Nascido numa povoação empobrecida na Geórgia (EUA), Ray Charles (Jamie Foxx) ficou cego com sete anos de idade, pouco depois de testemunhar a morte acidental do seu irmão mais novo. Ispirado por uma mãe ferozmente independente, que insistiu que ele encontrasse o seu próprio caminho no mundo, Charles encontrou a sua vocação por detrás do teclado de um piano. Fazendo o circuito musical do velho Sul, o cantor foi ganhando a sua reputação e depois explodiu para a fama mundial quando se tornou o pioneiro na incorporação de influências do gospel, country ou do jazz no seu estilo inimitável. Ao revolucionar o modo como as pessoas apreciam música, ele simultaneamente luta conta a segregação racial em casas noturnas que o lançaram como artista. Mas sua vida não está marcada só por conquistas, pois sua vida pessoal e profissional é afetada ao se tornar um viciado em heroína.
Ao mesmo tempo que revolucionou a forma como as pessoas apreciavam a música, Ray Charles também lutou contra a segregação racial nos mesmos clubes que o lançaram e apoiou os direitos dos artistas no mundo empresarial da música.
Neste filme biográfico, o espírito de Ray Charles parece ter se apoderado do ator de 37 anos, que magistralmente imita a voz e os gestos do cantor. Jamie Foxx passou muito tempo com o cantor cego antes de sua morte, em junho passado, aos 73 anos. "A um velho amigo", disse o ator antes de cantar "Georgia on my mind" junto com Alicia Keys na festa do Grammy, em 17 de fevereiro de 2005.
Ray Charles morreu em 10 de junho de 2004. Mas é “imortal”. O filme “Ray” é uma justa homenagem ao artista.
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Ray Charles - Trilha Sonora do Filme “Ray”
Título Original:
More Music From Ray

O vencedor de 12 prêmios Grammy, Ray Charles, pode não estar mais entre nós, mas sua música atemporal continua viva. O filme Ray foi dirigido por Taylor Hackford e estrelado por Jamie Foxx, que ganhou o Oscar de melhor ator em 2005, no papel de Ray Charles.
Esse álbum é a continuação da trilha sonora do aclamado filme Ray. O álbum contém 17 músicas de Ray Charles inspiradas no filme. O álbum inclui clássicos como Busted, Let`s Go Get Stoned e I`m Moving On assim como três faixas gravadas por Ray exclusivamente para a trilha Sonora: Baby Let Me Hold Your Hand, Everyday I Have The Blues e Drown In My Owm tears / You Don`t Know Me.
Ray Charles, que morreu dia 10 de Junho de 2004, aos 73 anos, estava envolvido pessoalmente com este projeto cinematográfico e escolheu pessoalmente algumas das faixas ao vivo que aparecem nesta trilha Sonora.
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